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PARTICIPE DA CAMPANHA POR UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE NA SAARA  
     
TRABALHADORAS DA SAARA COMEMORAM ANIVERSÁRIO  
     
SEMINÁRIO CRIA COMISSÃO PARA ACOMPANHAR POLÍTICAS PÚBLICAS  
     
25 de julio dia da mulher negra latino americana  
     
CAMTRA em luta contra a mercantilização da vida e da natureza  
 

A Camtra se junta aos movimentos sociais e organizações na Cúpula dos Ovos que acontecerá no Rio de Janeiro, no período de 15 a 23 de junho de 2012, por compreender que este é um momento privilegiado, para troca de experiências e ao mesmo tempo de pressão política, junto a governança mundial na Rio +20.

Compreendemos que vivemos numa sociedade capitalista e patriarcal estruturada através da divisão sexual do trabalho que separa o trabalho dos homens e o das mulheres, definindo que o trabalho dos homens vale mais que o das mulheres. O trabalho dos homens é associado ao produtivo ( o que se vende no mercado) e o trabalho das mulheres ao reprodutivo (a produção dos seres humanos e suas relações). As representações do que é masculino e feminino é dual e hierárquica, assim como a associação entre homens e cultura, e mulheres e natureza. (Marcha Mundial das Mulheres)
A Camtra tem o compromisso junto às mulheres jovens e trabalhadoras de transportar em outros espaços públicos suas demandas, lutas, angústias e esperanças; bem como junto a outras lideranças, potencializar suas ações do local para o global. Por esta razão, nos esforçamos para participar do Fórum Social Mundial, Conferências e Seminários local e global, na medida do possível, para termos uma compreensão global as lutas e solidariedades construídas coletivamente.

Por esta razão, a Camtra inscreveu duas atividades na Cúpula dos Povos, para além de sua participação nas duas agendas.

Nossos objetivos:
- Potencializar as ações locais, como instrumentos em potencial de construção coletiva de mulheres;
- Nos juntarmos aos outros movimentos feministas e sociais, locais e globais como fora de pressão política junto à Rio+20.

Nossa programação na Cúpula dos Povos 2012:
- Dia 16/6, manhã: Lançamento da Revista “Camtra 15 anos – Você faz parte desta história”, seguida de uma roda de conversa sobre direitos das mulheres e recuos num contexto de globalização
- Dia 16/6, tarde: Oficina “Mega-eventos: impactos sobre o turismo e exploração sexual das mulheres jovens”
- Dia 18/6: Marcha das Mulheres no Centro do Rio de Janeiro (Camtra está participando da organização desta atividade)
- Dia 20/6: Marcha dos Movimentos Sociais

Em outras datas estaremos participando das plenárias de convergências conjuntamente com outros movimentos sociais.

 
     
Camtra realiza seminário sobre trabalhadoras ambulantes  
  A Casa da Mulher Trabalhadora - CAMTRA vai realizar no dia 19 de maio, das 9h às 18h, o seminário “Trabalhadoras Ambulantes - Vida, Trabalho e Direitos”. A idéia é dar visibilidade às condições de vida das trabalhadoras do comércio ambulante e trocar estratégias de combate à precarização e das desigualdades de gênero no mercado informal. O evento é gratuito, mas as vagas são limitadas. As inscrições devem ser feitas até o dia 14 de maio pelo telefone (21) 2544-0808 ou pelo e-mail seminario@camtra.org.br.  
   
Camtra: 15 anos de luta pelos direitos das mulheres  
Na esteira da redemocratização do Brasil, o cenário político brasileiro ainda estava em processo de reorganização quando Eleutéria Amora, uma ex-militante do Movimento Revolucionário 8 de outubro (MR8) decidiu fundar uma organização para lutar por políticas públicas que atendessem às necessidades das mulheres trabalhadoras. “Eu tinha três filhas, morava numa meia água em Campo Grande, era militante e dava aulas numa escola particular. Eu precisava sair pra trabalhar, e também acreditava na revolução. Eu queria fazer a revolução socialista e feminista. Então onde, com quem eu ia deixar as minhas filhas pra fazer tudo isso? Minha maior revolução era conseguir criar minhas filhas. Foi então que eu me deparei com a falta de políticas públicas para as mulheres, e decidi fundar a Casa da Mulher Trabalhadora.”

O sonho começou a se realizar na forma de pequenas ações diretas. Para atrair as mulheres, a Camtra começou a convidar as trabalhadoras para debates e seminários, distribuindo material informativo sobre saúde sexual e reprodutiva (doenças sexualmente transmissíveis, prevenção contra o HIV/Aids, planejamento familiar, gravidez não desejada, atendimento ginecológico e obstétrico etc.), encaminhando trabalhadoras para as unidades de saúde quando necessário, orientando sobre o que fazer em caso de violência doméstica e violência contra as mulheres.

Ao mesmo tempo, procurava incentivar as mulheres a exigirem seus direitos, especialmente os trabalhistas. Situações como demissão em caso de gravidez ou teste de gravidez compulsório para a contratação de mulheres, assédio sexual, condições de trabalho insalubres, até diferença salarial entre homens e mulheres que desempenham a mesma função eram recorrentes nos relatos das trabalhadoras atendidas pela Camtra.

Nestes 15 anos, a Casa da Mulher Trabalhadora cresceu e apareceu. Esses problemas não estão solucionados ainda hoje, mas milhares de mulheres conhecem seus direitos e conseguem lutar para melhorar a qualidade de vida delas próprias, de suas famílias e das comunidades onde vivem, graças ao trabalho da Camtra.

Se nos primeiros anos a Camtra era uma instituição puramente militante, de mobilização de bases em busca de direitos, hoje em dia atua também como uma escola de formação feminista para mulheres jovens, associadas de grupos comunitários, trabalhadoras, profissionais de educação, mulheres de todas as cores e classes sociais. Já são dezenas de seminários e rodas de conversa realizadas com a presença de sindicatos, organizações da sociedade civil e entidades de classe; vários cursos de capacitação sobre direitos sociais, educação não sexista, violência doméstica e violência contra as mulheres, políticas públicas, saúde integral das mulheres e outros assuntos, oferecidos nas mais diversas localidades do Rio de Janeiro; mais de cinquenta marchas e manifestações públicas organizadas, em articulação com outras organizações de mulheres e da sociedade civil, nas datas de luta das mulheres, destacando-se o 8 de Março - Dia Internacional da Mulher e 25 de Novembro - Dia Internacional de luta pelo fim da violência contra as mulheres.

Durante sua trajetória, consolidou um papel de atriz relevante e indispensável no movimento de mulheres e no movimento feminista não só no Rio de Janeiro como para todo o Brasil. Esteve presente e fez a diferença nas comissões organizadoras de todas as Conferências Municipais de Políticas para as Mulheres do Rio de Janeiro, teve assento no Conselho Nacional dos Diretos da Mulher, representando a Marcha Mundial de Mulheres, contribuiu ativamente com os debates e construção de propostas das Conferências Municipais e Livres de Juventude, Saúde, Cultura, Educação e outras. Com esta publicação, queremos compartilhar algumas das nossas realizações e desafios, alguns de nossos projetos e resultados alcançados. É com alegria, orgulho e gratidão que hoje contamos nossa história.

 
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
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